Propriá realiza concurso de poesia falada
2012-01-26 17:22Em uma noite emocionante, foi realizado nesta quarta-feira, o concurso de poesia falada, "Poeta João Fernandes de Britto", marcando mais uma programação do XXV Encontro Cultural de Propriá. Para escolher os ganhadores, a Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Cultura selecionou 12 trabalhos, que foram publicados previamente neste site. O poesia vencedora foi “Recordando Propriá, de autoria de Antônio Pedro Caldas. O vencedor faturou um prêmio de R$ 1000. A premiação de melhor intérprete saiu para Ivilmar dos Santos Gonçalves, que também ficou como o vice-campeão de melhor poesia intitulada “Pequenos Calotes Diários”
De acordo com o prefeito José Américo Lima, com a realização da festa do Bom Jesus dos Navegantes e Encontro Cultural, Propriá reassume em 2012 o compromisso com a cultura popular do Estado. “Seja através das apresentações artísticas e culturais ou deste concurso de poesia falada, o nosso intuito é fazer com que este seja mais um passo na retomada à glória de outros tempos, já que esta cidade é um celeiro de grandes mestres nas artes”, afirmou Américo.
O Secretário Municipal de Cultura e Meio Ambiente, José Alberto Amorim, agradeceu ao prefeito José Américo e à equipe de trabalho empenha na realização do concurso de poesia falada João Fernandes de Britto. “O resgate deste encontro representa o estímulo à produção poética, artística e cultural nesta cidade e em todo o Estado. Por este motivo, é que neste momento quero agradecer o empenho do prefeito José Américo Lima e à toda equipe da Prefeitura, que se empenhou na realização deste concurso tão brilhante”, acrescentou Amorim.
Esta foi a poesia vencedora
Recordando Propriá - Antônio Pedro Caldas.
Depois de velho e cansado
Residindo em outro Estado
Com tantas rugas na testa
Vim procurar um abrigo
Na casa de um amigo
Pra falar sobre esta festa.
Vim recordar o passado
Ao velho Chico encostado
Perguntando em Propriá
Cadê o nosso navio
Que navegou neste Rio
Aonde será que ele, está?
Ele Nunca naufragou
Se venderam, alguém comprou
De quem será que ele é?
Outra pergunta da boa
Cadê a maior canoa
Com o nome de Canindé
Respondam sem brincadeira
Quem comprou a salineira
E a canoa campinas
Outra pergunta suave
Cadê nossa Marialves
De todas, a mais grã fina?
Esta canoa descia
No outro dia subia
Fazendo a gente sorrir
Trazendo seus passageiros
Lembro até do canoeiro
Era o mudo Davi.
Outras que eu não lembro mais
Que passavam por São Bras
Subindo para o sertão
Às vezes sem levar nada
Mas voltavam carregadas
Com arroz, milho e feijão
Hoje olhando nosso rio
Com seu leito vazio
Dá uma dor no coração
Digo na rima modesta
Ainda fazem esta festa
Por causa da tradição
Mas Jesus Cristo está vendo
O velho Chico morrendo
E eu perante à luz
Eu tenho a maior certeza
Quem destrói a natureza
Não acredita em Jesus
Agora pra terminar
Vou pedir em Propriá
Aumentando a minha voz
Grito e peço neste instante
Ao Bom Jesus dos Navegantes
Que proteja a todos nós.
Fonte: Comunicação/Propriá
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