Mobilização marca Dia de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes

19-05-2011 17:43

Esquecer é permitir, lembrar é combater. Com este tema autoridades em todo o Brasil lembraram ontem o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Em Propriá, a prefeitura, com o apoio da secretaria municipal de Assistência Social, CRAS e CREAS realizou a V Caminhada referente ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e a Exploração Sexual Contra Crianças e Adolescentes, com a participação de diversas instituições municipais, escolas municipais e estaduais, pelas ruas da cidade, com a entrega de panfletos informativos. 

De acordo com o secretário municipal de Assistência Social Heldes Guimarães, o objetivo é conscientizar a população da importância de denunciar as diversas formas de abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes. “Esta grande caminhada vem sendo realizada há cinco anos e, com isso, queremos conscientizar toda a sociedade para as questões que envolvem crianças e adolescentes e incentivá-los a denunciar os diversos casos de abuso e exploração sexual. Para denunciar é muito fácil, basta discar 100 de qualquer. A ligação é gratuita”, disse.

Como identificar o abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes

Existem algumas pistas que facilitam o processo de identificação de uma violência sexual, são sinais que precisam ser investigados mais profundamente, mas que isolados não determinam que esteja ocorrendo a violência sexual. Podemos subdividi-los em físicos, sexuais ou comportamentais.

São alguns indicadores físicos: dilatação do hímen, sangramento, doenças sexualmente transmissíveis, gravidez, infecções e dores na região genital e abdominal.

Sexuais: masturbação excessiva, conhecimento sexual que não condiz com a fase de desenvolvimento em que a criança/adolescente se encontra, comportamento sexualmente explícito ou embotamento sexual.

Comportamentais: isolamento, depressão, pensamentos e tendências suicidas, queda no rendimento escolar, fuga de casa, agressividade ou apatia extremas, medo, choro constante sem causa aparente, distúrbios do sono, distúrbios da alimentação, auto-agressão, preocupação exagerada com a limpeza corporal, aparência desleixada, entre outros

É importante estar muito atento às mudanças de comportamento ou humor, pois, na maioria das vezes, as crianças/adolescentes nos falam da violência sofrida através de comportamentos como os citados acima e não diretamente através de palavras.

Por isso, ao notar algum desses comportamentos, tentar conversar de maneira tranqüila e acolhedora, estabelecendo um diálogo e um clima harmônico que propicie a fala da criança caso realmente esteja acontecendo um abuso sexual. Qualquer suspeita, denuncie sempre através do Disque 100.

Fonte: Cocs/Propriá

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