Mobilização de políticos e de proprietários de empreendimentos está sensibilizando DNIT e desvio pode acontecer

18-04-2011 10:08

Prevista para ser concluída em 2012, a duplicação da BR 101 tem provocada as mais adversas manifestações dos municípios sergipanos. Em municípios do Sul do estado, os prefeitos de Cristinápolis e Umbaúba lutam para manter a rodovia federal cruzando as suas cidades, para segundo eles “manter o empregos gerados pelo comércio localizado a margem da BR 101”, alega o professor Anderson Farias (PT), prefeito de Umbaúba.

A argumentação do DER e do DNIT é que a duplicação irá promover alargamento da área ocupada pela rodovia o que inviabiliza a continuidade da rota dentro daquelas cidades, o que se faz necessário o desvio para que ela passe a poucos quilômetros da cidade e que a atividade comercial pode migrar para o novo local. Isso tem provocado um mal estar entre os aliados prefeito daquela cidade, que defende a manutenção e o governador Marcelo Déda (PT), que defende a mudança do traço rodoviário.

Na cidade de Propriá, o pleito das lideranças políticas e dos proprietários de empreendimentos localizados as margens da rodovia é exatamente o contrário. Considerando que a rodovia não corta o sítio urbano da cidade, passando a sua margem, a duplicação ocorreria entre o atual local da via federal e a cidade, o que forçaria postos de gasolina, pousadas, enfim, um complexo comercial que ali se formou ao longo de décadas, a sofrer perdas irreparáveis, com as demolições dos imóveis para dar passagem a duplicação da rodovia.

Preservar empregos – Neste sentido, uma primeira reunião fora realizada em Aracaju com o superintendente do DNIT em Sergipe e junto ao DER feito a defesa da duplicação pelo lado oposto, no sentido ao Distrito Industrial de Propriá, entre a atual via e o Estádio João Alves, Ginásio Antônio Valadares e Ciretran (antigo Terminal Rodoviário). Um dos mais empenhados nesta mudança no projeto do DNIT, que fora elaborado a revelia dos segmentos impactados é o vereador José Aelson Santos (PDT), o Aelson Publicidade. Segundo ele, “não somos contra o desenvolvimento, nem contra a duplicação da rodovia. Muito pelo contrário: acreditamos que esta obra seja essencial não só para Propriá, mas para toda a região, mas precisamos preservar os empreendimentos comerciais, os empregos ali gerados e alavancar o setor econômico de Propriá que precisa reagir”, argumenta o líder do prefeito na Câmara Municipal.

Solução negociada – Uma nova reunião será realizada, desta vez na cidade de Propriá, em 29 de abril, provavelmente pela manhã e desta vez contando com as presenças das lideranças políticas, dos proprietários de postos, pousadas, restaurantes ali localizados, além de técnicos do DNIT e do DER “para discutir uma solução negociada para o impasse que tem sido encaminhado de forma pacífica, diferente de outras cidades que fizeram a opção pelo enfrentamento, pelo acirramento, o que distancia um entendimento entre as partes. Aqui fizemos a opção pelo diálogo, e acreditamos que obteremos êxito”, afirma o radialista Patrício Lessa, coordenador de Comunicação da Prefeitura de Propriá.

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