EDITORIAL: Sobre o (a) novo (a) secretário (a) de Educação de Pirambu

07-06-2011 16:54

A escolha não deve recair em alguém cujo grau de responsabilidade e sensibilidade social seja maior que a grandeza do segmento social e da função que irá ocupar

Por Claudomir Tavares | claudomir21@bol.com.br

A sociedade pirambuense e não apenas professores comemoraram o fim da era Maria Cardoso a frente da secretaria municipal de Educação de Pirambu. Com sua renúncia, contrariando os interesses do prefeito que tinha nela um instrumento de enfrentamento aos abnegados profissionais do magistério, poderá ter chegado ao fim um rosário de perseguições, distorções, disparidades e deturpações nunca antes vistos em quase 48 anos de emancipação política, 46 de vida administrativa de nosso município.

Mas a categoria dos professores, funcionários, estudantes e pais de alunos aguardam com ansiedade não o tempo em que será anunciado o (a) novo (a) secretário (a) municipal de Educação, mas o nome sobre quem recairá a responsabilidade e a sensibilidade de dirigir a mais emblemática, importante e de alcance social pasta da administração, cuja receita engloba 25% de toda receita municipal.

A pessoa escolhida não deve ter a grandeza menor que suas tarefas a frente da secretaria cujos problemas e caos social foram ampliados na gestão compartilhada exclusivamente entre Zé Nilton e Maia Cardoso, que juntos transformaram a política educacional de Pirambu na mais mal avaliada em Sergipe pelos últimos dois anos (e meio). Acreditamos que o prefeito também tem o mesmo entendimento da responsabilidade de seu ato, sob pena de entrar para a História como aquele que mais maldade promoveu as gerações atuais e como conseqüência, do futuro de Pirambu.

Falam se em vários nomes, mas nenhum deles teria neste momento maior aceitação que o da professora Margarida Pereira Mendonça, que quando de sua passagem a frente do SOMEM (Sistema Organizacional Modular do Ensino Médio) e em seguida pela SEMED (Secretaria Municipal de Educação), ambas na primeira administração do ex-prefeito André Moura, cujas marcas são inapagadas.

Acredita-se, no entanto, que dificilmente a escolha recairá sobre seu nome, por duas razões: o prefeito não permitiria que uma só família ocupasse dois cargos de primeiro escalão na administração municipal (seu esposo, o advogado Dr. Carlos Alberto Mendonça já a integra), bem como, ela não aceitaria uma nomeação se não tivesse autonomia para desenvolver suas atividades, acrescente-se aí que os empós são outros dos anos 90 do século XX e muita coisa mudou na relação institucional entre município e profissionais do magistério.

Outros nomes são especulados, mas vamos deixar de citá-los, até para que não seja gerada expectativas, nos reservando ao direito de comentá-los quando da sua confirmação. Só torcemos para que a educação de Pirambu seja re-pensada com a grandeza dos nossos sonhos e, de nossa parte, nos comprometemos empenho no sentido de reerguê-la.

Por Claudomir Tavares (42) – Professor concursado da rede pública municipal em Pirambu, estadual em Propriá e do Pré-Universitário (SEED). Licenciado em História, com aperfeiçoamento e especialização em Gestão de Recursos Hídricos (todos pela UFS), especialização em Metodologia do Ensino Superior (Faculdade São Luiz de França) e Mestrando em Ciências da Educação (Universidad San Carlos). Críticas e sugestões são valiosas: claudomir21@bol.com.br (79) 9917.0510!

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