Desequilibrado, Eugênio Santana baixou o nível e agride companheiros do Jornal “Voz do São Francisco”

21-03-2012 09:46

Atitude provocou reação da sociedade propriaense, que através de seus representantes aprovou na noite de ontem Moção de Repúdio ao radialista e de Solidariedade ao editor

É um procedimento comum e um ato de grandeza dos veículos de comunicação que, por qualquer motivo, cometam erros involuntários, pedir desculpas através de Errata, efetuando as devidas correções. Ontem mesmo um erro foi cometido pelo apresentador do Jornal da Globo (TV Globo) e no bloco seguinte feito a correção. Isso acontece com profissionais de rádio, jornais e internet.

Tratando-se de jornais, a correção deverá ser feita na edição seguinte, mas quando este jornal tem periodicidade mensal, recomenda-se que a correção seja feita antes da próxima impressão, uma vez que vários dias foram recorridos e pode caracterizar-se concordância com os termos empregados. Mas como fazer? Cabe ao veículo utilizar de outros meios de transmissão, como rádio, jornal diário, tv, internet ou outro tipo de mídia, competindo a estes divulgar ou não, dentro de seu julgamento de consciência.

A última edição do Jornal Voz do São Francisco (imagem), periódico que circula mensalmente em 10 cidades de Sergipe e Alagoas, com uma tiragem meia de 2 mil exemplares, distribuídos gratuitamente a partir da cidade de Propriá, foi trocada a legenda de uma matéria, permanecendo a anterior, que identificava o Padre Isaías Nascimento, ao invés da que identificava a imagem de uma seção de humor que periodicamente o jornal irá disponibilizar e que neste portal tem sido bastante elogiada pela situação de humor com que trata os temas.

Assim, o jornal produziu uma nota e encartou nos jornais que ainda não haviam sido distribuídos, encaminhou as partes citadas, o padre Isaías e o historiador José Alberto Amorim, que gentilmente enviou o subsídio para publicação, que já havia sido postado neste portal e aproveitado pela equipe da Voz do São Francisco. A mesma nota fora enviada para o Setor de Comunicação da Diocese de Propriá, a Sala do Bispo e Chancelaria, para a Secretaria da Catedral Diocesana e aos principais veículos de comunicação da cidade.

De imediato foi postada neste portal e na segunda-feira lida pelo competente apresentador do programa “Realidade”, radialista João Lucas, da Rádio Comunitária Propriá FM 104,9 MHz. Fora entregue ao diretor da emissora, o sempre solicito Beto Sat, que recebeu o editor da Voz do São Francisco e comprometeu-se em repassar para o âncora do programa de maior audiência na cidade e comunidades adjacências desde dezembro de 2011, quando entrou em operação.

Da mesma forma fomos recebidos pelas profissionais que trabalham na Rádio Comercial Ilha FM de Propriá, que opera na freqüência 102,9 MHz, integrante da Rede Ilha de Rádio, que possui matriz em Aracaju e filiais em Estância, Tobias Barreto e na cidade ribeirinha. Assim como o diretor da rádio citada anteriormente, a gerente da emissora, a competente executiva senhora Izabel Correia, foi bastante solícita e cordada no trato com o editor da Voz do São Francisco, que apresentou os motivos da solicitação, pedindo gentilmente que se possível, ela encaminhasse a um programa que dentro da política de relacionamento da emissora, pudesse fazer aquela divulgação, prestando assim um serviço a um veículo co-irmão.

Foi a gerente Izabel Correia que sugeriu o programa “Jornal da Ilha”, apresentado pelo radialista Eugênio Santana, para que a nota pudesse ser lida e não o editor da Voz do São Francisco, que se assim tivesse procedido, estaria exacerbando de suas competências ao praticar tamanha ingerência em uma empresa que tem comando próprio. Fica aqui registrado a forma cordial que esta senhora tratou o jornal irmão, o que só confirma as informações positivas que temos da mesma.

O curioso é que em seu programa, levado ao ar naquele mesmo dia, segunda-feira, 19 de março, o radialista Eugênio Santana, mostrando-se extremamente despreparado e possuído pelo desequilíbrio, pelo menos neste episódio, e revestido do que será avaliado como sentimento de ódio, o que se comprovado por competente por operadores do direito, será tipificado como crime previsto no ordenamento jurídico brasileiro, destilou veneno contra o Jornal Voz do São Francisco e seus integrantes.

Em sua fala, expressando um sentimento de raiva injustificável para um profissional que deveria mostrar total isenção, uma vez que atua em um veículo que é uma concessão pública, ouve-se em áudio que fora enviado para este portal pelo pessoal do jornal, o radialista foi bastante ácido e virulento com uma verborréia que agrediu sobremaneira além dos que fazem a Voz do São Francisco, mas principalmente seus ouvintes, que até novembro de 2011 lhe davam a posição de líder absoluto de audiência na região, esta que tem diminuído sucessivamente reduzindo os índices aferidos empiricamente.

Olhe, outra coisa que eu vou falar aqui com o jornal Voz do São Francisco. Quando eu cheguei aqui deixaram um Manifesto aqui pra mim falar. Eu não vou falar, eu vou dizer porque: eles erraram em uma matéria, colocaram o título de uma matéria como se fosse uma pessoa que eu não quero nem falar.E aí manda pra cá pra mim pedir desculpa ao povo. Deixe eu perguntar uma coisa pá vocês: foi publicado aqui nesse programa aqui? Não, né? Foi publicado no jornal, né? Então vocês façam a retratação no jornal de vocês, certo. O nome do meu programa é Jornal da Ilha, não é papel higiênico pra ta limpando sujeira dos outros (sic). Então se vocês erraram e colocaram uma coisa aí sem responsabilidade, se retratem no próprio jornal de vocês, porque a matéria não foi dita aqui não. Não foi lida aqui, não foi dita aqui, não foi publicada aqui, certo? Então o nome do nosso programa é Jornal da Ilha, não é papel higiênico informativo (sic de novo). Porque a gente não está aqui para limpar sujeira de ninguém”, assim está no áudio que será encaminhado aos órgãos mencionados abaixo.

Desde segunda-feira, são várias as manifestações de solidariedade de destacados profissionais da imprensa (rádios, tvs, jornais e internet), de lideranças políticas, sociais, sindicais e comunitárias, de leitores, intelectuais, artistas, estudantes e outros segmentos sociais que tem acompanhado e testemunhado o comportamento do jornal Voz do São Francisco, cuja credibilidade alcançada em tão pouco tempo o credencia como um dos mais importantes no interior de Sergipe. As manifestações chegam através de celular (ligações e sms), e-mails e pessoalmente em solidariedade as partes agredidas e em repúdio ao agressor que deve retratar-se no ar.

Indignada pela forma como o tema foi levada ao ar pelo radialista que exacerbou da liberdade de expressão, excedeu-se no direito a crítica, praticando assim atos desprezíveis, ignaminosos que depõe negativamente contra a emissora que tem serviços prestados ao Baixo São Francisco e cujos ouvintes não mereciam a verborréia e os impropérios deferidos pelo radialista, a Câmara Municipal de Propriá posicionou-se através de duas moções apresentadas pelo vereador José Aelson Santos (PDT) e aprovada pelo conjunto dos vereadores.

Em uma delas, os representantes do povo de Propriá solidarizaram-se com o editor da Voz do São Francisco, Claudomir Tavares da Silva, que em 2010 foi agraciado por aquela casa com Título Honorário de Cidadão Propriaense, conferido por unanimidade e no ano seguinte, em 2011, com a Menção de Honra ao Mérito por ocasião do Dia do Professor. Além de editor do jornal Voz do São Francisco, é diretor-fundador da Tribuna da Praia, professor de História e Filosofia do Colégio Estadual Joana de Freitas Barbosa e do Pré-Universitário – Pré-Uni/SEED e mestrando em Ciências da Educação. A Moção de Repúdio vai para o radialista Eugênio Santana, pelo conjunto do ato praticado e que será encaminhada a direção da emissora em Propriá e a superintendência da rede em Aracaju.

A direção do jornal Voz do São Francisco irá se dirigir a direção da rádio Ilha FM em Propriá, primeiramente para agradecer a forma respeitosa e humana como foi recebida e teve seu pleito encaminhado pela senhora Izabel Correia e repudiar o ato covarde do radialista. Da mesma forma que irá se dirigir a superintendente Leila Carvalho, para relatar o ocorrido, para que atos desta natureza não venham a acontecer nos microfones de tão conceituada emissora.

As providências serão tomadas ainda com o relato do episódio, como forma de ocorrência negativa, junto a Associação Sergipana de Imprensa (ASI), a Associação de Jornais Alternativos e Revistas do Estado de Sergipe (AJARSE), ao Sindicato dos Radialistas de Sergipe, ao escritório local da Agência Nacional de Telecomunicações e a princípio informalmente ao Ministério Público, para que as providências devidas sejam tomadas e ou ajuizadas.

O jornal e o seu editor ainda não decidiram se protocolará junto ao Ministério Público pedido de retratação do radialista, ou se constituirá advogado para além de pedir a retratação, processá-lo por crime de calúnia, difamação e possivelmente de ódio, dentro dos princípios do direito e das jurisprudências alcançadas.Indenização por danos morais podem ser requeridas, pela forma torpe como o radialista vociferou no ar, num ato de desrespeito desmedido ao povo do Baixo São Francisco.

Mas todos os programas estão sendo gravados e, a partir de 19 de Março de 2012, serão denunciadas todas e qualquer utilizações de um espaço concessionário público, em benefício pessoal do seu apresentador, inclusive do cometimento de possíveis crimes eleitorais, uma vez que o radialista tem se utilizado daquele espaço como se o mesmo fosse palanque eletrônico. Se os políticos atingidos pelo radialista com possível tratamento desigual, a Voz do São Francisco não o fará e agirá no exercício da cidadania.

por Redação