Conjunto Maria do Carmo agoniza em Propriá

17-05-2011 12:08

A comunidade clama por intervenções e serviços do poder público municipal 

Localizado na periferia de Propriá, o Conjunto Residencial Maria do Carmo Alves é um dos mais populosos núcleos habitacionais da Princesinha do São Francisco. Construído no primeiro governo de João Alves Filho (1983/87), é maior que muitas cidades de Sergipe. Pelas dimensões, pelo contingente de moradores, é um dos que mais tem acumulado problemas de infraestrutura, no que requer uma atenção sempre redobrada do poder público municipal.

A prefeitura até que tem feito algumas intervenções, mas infinitamente diante da grandeza das necessidades, das demandas levantadas pela associação dos moradores que tem a frente a líder comunitária Wélia Alves do Nascimento, uma das mais atuantes neste segmento na cidade. E fora ela que juntamente com o vereador Genival Moreira, o Geno (PTC) que acionou a Tribuna da Praia para dar eco às reivindicações daquela comunidade.

No final da manhã da última sexta-feira, 13, depois de visitarmos o Conjunto Santo Antônio, localizado entre a Fundação Bradesco e o Maria do Carmo, estendemos nossa visita ao conjunto onde fomos recebidos pela líder comunitária Wedja, pelos membros do conselho fiscal da associação, senhores Cleomárcio Souza e Edenilton Santos. Em nossa companhia já estava o vereador Genival Moreira, que havia nos acompanhado ao conjunto anterior. Visitamos avenida, ruas, praça, posto de saúde e escola.

Uma triste realidade foi mostrada pelos líderes comunitários e o parlamentar. Alí, são dezenas de fossas estouradas, lavas e fezes expostas em caneletas, escola (Evanilde Serra Pinheiro) sem muro que a proteja, com uma deficiente cerca de arame farpado, verificando mais uma vez a presença de animais em um vasto terreno ocioso, coleta irregular de lixo. “A comunidade se propõe a participar de um mutirão, seja para construir o muro da escola, pintar carteiras, ou outros benefícios que a prefeitura pudesse levar o conjunto – falta é vontade da prefeitura”, disse Wélia.

“Como o carro do lixo passa de oito em oito, a população do Conjunto Santo Antônio queima o lixo para se livra dos mosquitos”, relata Genival Moreira. “No Maria do Carmo, o maior problema são estas fossas abertas, exalando um odor insuportável”, acrescenta o parlamentar. “Dizem que o vereador Genival só fala do que o prefeito não faz, mas do que ele faz já tem muita gente para falar”, completa Geno. “Quando a prefeitura quer, as coisas acontecem, veja só a reforma deste posto de saúde, a todo vapor”, conclui.

“Precisamos de mais ações da secretaria de obras e menos discurso. Temos projetos da Associação dos Moradores do Maria do Carmo, os quais não temos condições de realização sozinhos. Vamos levar a frente projetos sociais, culturais, pois estes dependem principalmente da comunidade, mas o apoio do poder público é essencial”, lembra a presidente da associação.

Durante a visita, flagramos veículos pesados que prestavam serviços a prefeitura na reforma e ampliação do Posto de Saúde danificando o calçada e meio fio da avenida principal do conjunto. Falta de fiscalização dos serviço, gerando prejuízos ao patrimônio público. Nota-se que a própria comunidade não tem contribuído, uma vez que lixo se espalham, são colocados após a passagem do caminhão coletor, bancos de canteiros centrais estão quebrados. Falsa uma sensibilização maior de parte dos moradores.

A secretaria municipal de obras tem informado que as obras tanto do Conjunto Maria do Carmo como os demais bairros da cidade, assim como os povoados, obedecem a um cronograma e um planejamento, acrescentando que tem, na medida do possível, atendido aos pleitos dos moradores, sejam através de ações correntes, permanentes, ordinárias e extraordinárias. Muitas destas ações tem surtido efeito, citando como exemplo a pavimentação asfáltica que dá acesso ao conjunto, uma reivindicação antiga da comunidade.

Na próxima sexta-feira, 20, estaremos visitando mais um bairro de Propriá ou outra cidade do baixo São Francisco, atendendo chamamento de suas populações, buscando interceder junto aos poderes públicos, a quem compete solucionar as demandas levantadas pela comunidade.

Texto e fotos: Claudomir Tavares

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